
Em cada canto, um pouco mais de luxo!
O que não falta na capital francesa é luxo! Podemos ter um dia inteiro de majestade freqüentando lugares desde cafés até hotéis caríssimos. Há inúmeros pontos em Paris que fazem da cidade um verdadeiro festival de luz e glamour.
Se vamos falar de luxo, vamos falar de alta costura. A rue du Faubourg St-Honoré é uma rua onde localizam-se diversas lojas de grifes famosas como Hermes, Lâncome, Rochas e Houbigant. Nela fica também o Palácio do Eliseu, a residência oficial do presidente da República Francesa. Já na Avenue Montaigne, uma das ruas mais caras de Paris, as lojas da Dior, Chanel, Valentino, Vuitton, Prada e Armani compõem um cenário esplendoroso por entre as construções antigas aonde viviam a alta nobreza e a burguesia até o início do século passado. A Place Vendôme é uma praça octogonal cujos edifícios ao redor possuem também lojas de roupas para a alta sociedade.
Galeries Lafayette é uma loja de departamentos que parece ser toda revestida de ouro. Cada um dos andares apresenta um serviço específico.
O prédio já é por ele mesmo uma atração, com uma cúpula coberta de ferro e vidros coloridos. Mesmo sem interesse de fazer comprar, o lugar merece visitação. O passeio pelos andares da galeria já faz valer a pena!

Depois de um almoço caprichado no La Tour d’Argent , o restaurante mais antigo de Paris (fundado em 1584) e um dos mais antigos do mundo, que já teve clientes da realeza e também personalidades mundiais, nada melhor do que tomar um café no Café de La Paix. Localiza-se no Grand Hotel, no Boulevar dos Capucines. Durante a Belle Époque, era comum as pessoas da alta sociedade frequentarem o café depois de assistirem à ópera. E por que não, após o café, caminhar na clássica avenida Champs- Elysées (aquela do Arco do Triunfo) para digerir o almoço?
Mas luxo de verdade é ter um imóvel na Avenue Foch, onde estão as residências e apartamentos mais caros da cidade. Ou, quem sabe, hospedar-se nos hotéis mais poderosos de Paris: os hotéis Ritz , de Ville e George V.
A França tem mesmo vocação para luxo, não? Acreditem, isso é um banheiro público, próximo à Igreja Madeleine!

Outros Lugares Luxuosos:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rue_du_Faubourg-Saint-Honor%C3%A9
http://www.conexaoparis.com.br/2008/03/31/avenida-montaigne-em-paris/
http://www2.galerieslafayette.com/international/index.do
http://turismo.terra.com.br/interna/0,,OI1312588-EI176,00.html
http://www.ivox.com.br/opiniao/?id=24657
http://moriael.wordpress.com/tag/la-tour-dargent/
Por: Dani Freitas
O mercado de luxo está em constante desenvolvimento e o Dani-Se sempre destaca o assunto na coluna Luxo e Gadgets por Milton Filho.
O Dani-Se entrevistou Marie Moock, que acaba de chegar de Paris depois de completar o MBA dirigido ao luxo pelo Institut Supérieur de Marketing du Luxe (MBA spécialisé – Luxury Brand Marketing and International Management) para conhecer as raízes deste mercado..
Dani-Se – O que as marcas de luxo tem em comum?
M.M – Ao pensarmos no setor de luxo, logo o vinculamos as grandes maisons francesas que estão diretamente associadas à tradição, e esta por sua vez ao grande valor histórico. Marcas como, por exemplo, Chanel, Dior, Hermès, Yves Saint Laurent ou também Cartier e Mont Blanc possuem pontos em comum, sendo o maior deles a tradição histórica de cada marca.
Dani-Se – Onde começou o interesse pelo luxo?
M.M – Louis XIV ou Rei Sol, como era conhecido, foi sem dúvida o precursor do desenvolvimento do setor e do mercado de luxo na França. No século XVII ele decidiu mudar a sede do reino Francês para Versalhes, dessa maneira seria mais fácil viver de sua maneira luxuosa, longe dos olhos da população. Sua vontade era tornar a França referência no setor de luxo, assim ele iniciou a alta costura (através dos vestidos que eram produzidos para sua esposa, a rainha Maria Teresa), os sapatos, os cabeleireiros (que criavam perucas enormes com acessórios e jóias), os chefes de cozinha (estes eram obrigados a apresentarem ao Rei a cada refeição 65 tipos de pratos diferentes), a art de la table (para os Franceses o momento da refeição sempre foi um ritual de união e propício para conversas e debates). Foi nessa mesma época que se consagrou na França a importância da etiqueta (relacionada a postura e comportamento).
Dani-Se – E o marketing de luxo, como surgiu?
M.M – As primeiras iniciativas também se devem ao Rei Sol.. Já naquela época, ele se preocupava em diferenciar as suas carruagens das demais através de um
símbolo real, é o que denominamos hoje de logomarca.
O logo da Hermés, por exemplo, é o mesmo utilizado nas carruagens
do grande Louis XIV.
Dani-Se – Então a tradição é o que faz uma marca ser considerada de luxo?
M.M - A tradição de uma marca, sem dúvida é um dos pilares mais sólidos para que ela tenha um grande valor dentro do mercado de luxo. Porém, a missão desafiante é sempre inovar sem perder as raízes. Vale a pena observar que hoje o turismo na França é um dos maiores do mundo e que cada vez mais o mercado de luxo Francês atrai turistas e empresários interessados em conhecer e investir nesse mercado, que no século XVII era considerado apenas uma futilidade. (28/01/09)