:. Luxo, o que é e de onde veio? .:

 

Na tentativa de entender estas questões, usei como base duas entrevistas, uma da revista TopView com o Professor francês Jean Casterède, pioneiro no estudo de Luxo e Marie Moock, MBA no assunto.

 

O que é:

A palavra tem origem do Latim, e mesmo sem ter exatamente o mesmo significado, três palavras permitem uma aproximação: Lux de Luz, Luxuria de luxuria e Luxus como algo que é indispensável ou em excesso.

No dicionário, luxo significa ostentação, gala, pompa.

Na pratica não é tão facil definir, algumas pessoas consideram luxo objetos raros e caros, outras o que é elegante, exclusivo ou desnecessário, ou até mesmo o que é tradicional, para Castarède, o dinheiro não pode ser ignorado porém não é o único e indispensavel componente, pois para algumas o luxo é barato. Jean completa dizendo que luxo é um mix de um ambiente e uma vida tranquila e agradável, elegante, refinada, sofisticada e que depende das circunstâncias do ambiente e das pessoas ao redor, e pode ser também uma escrita, um esforço próprio, uma performance esportiva ou até mesmo um trabalho.

 

De onde veio:

Ao contrário do que muitos pensam, o luxo não tem origem francesa, ele nasceu na Suméria, região das Babilônia onde foi construída a primeira mansão de luxo e se estendeu até o Egito com o culto aos antigos perfumes. Foi esquecido na idade média, porque todas as energias estavam concentradas nas cruzadas e construções de catedrais. Na renascença, o luxo voltou com muita extravagancia em todas áreas: perfumes, jóias, gastronomia, arquitetura e tudo isso sob o comando do rei Francês Luis XVI, que se auto denominava Rei Sol, que para desfrutar de todo esse requinte longe dos olhos da população, mudou a sede do governo francês do Louvre para o Palacio de Versalhes, onde usou e abusou de todo luxo possível para um rei.

Published in: on maio 11, 2009 at 8:38 pm  Deixe um comentário  

Toulouse-Lautrec

No_Moulin_Rouge

Nome: “No Moulin Rouge”. Nome original: “Au Moulin Rouge” (óleo sobre tela)

Idade: 117 anos. Pintado em 1892

Tamanho: 120 X 140 cm

Onde está: Art Institute, Chicago

 

 

Embora tenha recebido o ensino tradicional da Escola Nacional de Belas-Artes, Henri de Toulouse-Lautrec (1864 – 1901), pintor e litógrafo francês, desenvolveu técnicas de pinturas tão exclusivas e originais que se tornou impossível associá-lo a qualquer movimento artístico de sua época.

Sua obra “No Moulin Rouge” é mais um de seus inúmeros registros cujas personagens são dançarinas, freqüentadores de bares e cabarés, artistas de circo, prostitutas e anônimos, sempre retratados em ambientes interiores. A vida urbana Parisiense atraiu a atenção do pintor e este a traduziu em pinceladas rápidas, marcadas pelo contorno expressivo. Seu poder de síntese é admirável; com poucos traços, ele cria dinamismo para qualquer situação que queria representar.

Para os interessados no mundo da propaganda: Saibam que Toulouse-Lautrec foi um dos precursores dos cartazes e pôsteres publicitários modernos! Seu estilo único permitiu que seus anúncios conquistassem o público por meio de cores, letras grandes, textos curtos e elementos atraentes. O cartaz abaixo (Moulin Rouge: La Goulue, litografia em cores. Dimensões: 1,91m X 1,17 m. Cívica Racolta di Stampe Bertarelli, Milão) anuncia a apresentação de La Goulue, dançarina famosa da época. O artista, nessa obra, pretende chamar a atenção do público utilizando um recurso inovador: a repetição de palavras!

moulin_rouge_la_goulue_poster_1891

Published in: on maio 11, 2009 at 2:05 am  Deixe um comentário  

:. Por Trás do Quadro Juliette Récamier, David e o Neoclassicismo.:

Juliette_Recamier

Nome: “Juliette Récamier” (óleo sobre tela)

Idade: 209 anos. Pintado em 1800

Tamanho: 173 X 243 cm

Onde está: Museu do Louvre, Paris

 

 

Juliette Récamier, ou também chamada de Madame Récamier, foi uma das mais famosas socialites francesas. Casou-se aos 15 anos com Jaques Récamier, um banqueiro rico que abriu portas para que ela fizesse parte da high society de Paris. Quando completou 23 anos, Jacques-Louis David pintou o seu retrato. Sua beleza atraiu a atenção de diversos outros pintores que também quiseram retratá-la, como François-Pascal-Simon Gérard.

Como em qualquer momento pós-revolução, suas vestes são simples (remetendo ao estilo grego), assim como seu corte de cabelo.

  récamier por sua causa.

recamier1

 Para saber mais:

 http://www.jacqueslouisdavid.org/

 http://www.jacqueslouisdavid.org/

http://en.wikipedia.org/wiki/Jeanne_Fran%C3%A7oise_Julie_Ad%C3%A9la%C3%AFde_R%C3%A9camier

http://www.mentalfloss.com/blogs/archives/10142

O Neoclassicismo

O neoclassicismo retomou a os princípios da arte da Antiguidade greco-romana , que teve inicio na segunda metade do séc. XVIII. Surgiu como uma reação a artificialidade do rococó.

Inspirou-se no puro contorno linear da arte clássica, e a abolição do claro-escuro, tinha como pratica a simplicidade das linhas, cores e temas. Os neoclássicos defendem a supremacia da técnica.

Entre os principais artistas do período neoclássico estão: Jacques-Louis David, que foi considerado o pintor da revolução Francesa; e Jean Auguste Dominique Ingres.

Jacques-Louis David: (1748-1825) nasceu em paris e foi considerado o pintor da revolução Francesa; Algumas obras: “Bonaparte atravessando os Alpes” e “A morte de Marat”

  • Bonaparte Atravessando os Alpes
  • A Morte de Marat
  • Jean Dominique Ingres: (1780-1867), mais conhecido como  Ingres, estudou no ateliê do artista David, em 1197. Sua obra abrange composições mitológicas, literárias, nus, retratos e paisagens.
  • Algumas obras: “Banhista de Valpinçon” e “Louis Bertin”

NAPOLEON

Marat

Valpinçon

Ingrs

Published in: on maio 11, 2009 at 1:41 am  Deixe um comentário  

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Banner Eiffel aprovado

Published in: on maio 11, 2009 at 1:34 am  Deixe um comentário  

:.Miniconto.:

 recamier1

 “Juliette só pedia pra ser pintada com o móvel de madeira, porque lhe amenizava o desconforto de ficar horas parada. Surpreendeu-se ao perceber, quadros depois, que podia chamá-lo de Récamier.”

Published in: on maio 11, 2009 at 1:29 am  Deixe um comentário  

O toque francês!

 

escargot

Para ilustrar toda essa imagem de luxo que associamos quando pensamos na França, temos os mestres da moda, do perfume, dos tecidos, da gastronomia, etc. A cultura francesa carrega consigo esse emblema, e o traduz aos olhares apaixonados de quem um dia sonha em visitar o país.

 

A alta gastronomia não pretende encher o estômago de ninguém, mas desenvolver uma arte cheia de tradições, criatividade e refinamento. No mundo todo, expandiu-se delícias como o queijo camembert, o foie gras, quiches e crepes. E há quem tenha coragem de experimentar o prato das famosas lesmas, o escargot!

Os bons entendedores de vinhos vislumbram-se com o Château Lafite-Rothschild e o Château Pétrus (uma garrafa da safra de 1947 pode chegar a R$ 40 mil, e a de 1982, R$ 10 mil). Já os admiradores de espumantes preferem um bom Dom Pérignon.

dom_perignon

 Nomes como Dior e Chanel marcam significativamente a história da moda francesa e dos perfumes, assim como Louis Vuitton e Hermes encantam com seus mais preciosos tecidos.Dizem que Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial, tentou transferir a capital da moda para Berlin e Viena. Os costureiros de Paris, para evitar tal acontecimento, reuniram-se no sindicato e patentearam a alta-costura, criando regras para que esta fosse propriedade unicamente da capital francesa.

Para os apreciadores da moda e de sua história, há um museu em Paris chamado Museu da Moda e dos Trajes (Musée de la Mode et du Costume)

 Para Saber Mais.:

http://pt.franceguide.com/O-luxo-e-o-chique-a-francesa.html?nodeID=1&EditoID=197214

http://pt.franceguide.com/A-gastronomia-francesa.html?nodeID=1&EditoID=125075

http://kristainlondon.typepad.com/dining/images/2008/06/01/biarritz_escargot.jpg

http://www.giftsinternational.net/products/DP1998.jpg

Published in: on maio 11, 2009 at 1:25 am  Deixe um comentário  

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Banner Louvre

Published in: on maio 11, 2009 at 1:18 am  Deixe um comentário  

:.Miniconto.:

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“Na reunião em que o divórcio seria assinado, ele marcou a reunião no luxuoso restaurante Jules Verne na Eiffel. Era a primeira vez que pagava a conta.”

Published in: on maio 11, 2009 at 1:16 am  Deixe um comentário  

Por trás do quadro .:

Rosa e Azul

Nome : “As meninas Cahen D’Avers”, conhecido como “Rosa e Azul” (Óleo sobre tela)

Idade: 128 anos.. Pintado e m 1881.

Tamanho: 119 X 74cm

Onde está: Museu da Arte de São Paulo (MASP), desde 1952.

Origem: Quadro encomendado pelo pai das duas meninas  – Alice e Elisabeth Cahen D’ Avers – o banqueiro Louis Raphael.

Comentário: Percebe-se a fineza e na pose “das meninas”. E seus vestidos quase denunciam a personalidade escondida sob a expressão retratada sutilmente. Uma ainda criança e outra parecendo beirar a adolescência, com um ar quase debochado. Junto ao  quadro no museu uma inscrição diz:  “Renoir, pintando Rosa e Azul, mostra na vibração da superfície e das cores vivas que compõem os vestidos das meninas toda a vivacidade e a graça instintivamente feminina que se esconde atrás da convenção da pose, todo o frescor e a candura da infância. As meninas quase se materializam diante de observador, a de azul com o seu ar vaidoso e a de rosa com um certo enfado, quase beirando as lágrimas.”

Sobre o Autor: Pierre Auguste Renoir (1841-1919), foi um célebre pintor impressionista francês.Começou a pintar aos 18 anos.  Dizia pintar em busca de desenvolver uma obra “agradável aos olhos” , e isso é facilmente comprovado em suas obras que marcam pelo tom forte de cores, linhas e texturas harmônicas. Passou a ser reconhecido apenas em 1874, aos 33 anos, quando participou de uma exposição com outros pintores franceses, quando sua obra “Le Moulin de la Galette “ foi exposta e aclamada pelo público.Já no fim da vida, com problemas de artrite, prendia o pincel em seu braço para fazer quadros.

Sobre o Impressionismo: Movimento artístico revolucionário do século XIX, que iniciou grandes tendências do século XX.

Características: As tonalidades espelhavam a que os objetos adquirem quando refletem a luz do sol.

Nada de contornos nítidos, a linha é “uma abstração do humano para representar imagens”

Sombras luminosas e coloridas.

As tonalidades eram obtidas no próprio quadro, quando pintado. Permitindo ao observador combinar as cores de acordo com sua própria percepção óptica.

Claude Monet e Augusto Renoir foram dois dos principais artistas do movimento. No Brasil, a estilo ficou por conta de Eliseu Visconti.

Curiosidades: “Rosa e Azul” é hoje considerado uma obra-prima do autor, mas na época  a família não gostou da pintura e ele ficou abandono por anos num quarto da mansão dos D’ Avers.

Uma releitura do quadro foi feita pelo pintos/escritor e quadrinista Maurício de Souza, em 1989, depois que ele viu pessoas tentando copiar o quadro durante uma exposição no MASP.

Para saber mais:

Sobre Renoir…

Sobre “ Rosa e Azul” …

Published in: on maio 11, 2009 at 1:13 am  Deixe um comentário  

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Luxe Pur

Published in: on maio 11, 2009 at 1:09 am  Deixe um comentário