O Luxo na História – Entrevista com DANI-SE

O luxo na história

Por: Dani Freitas

O mercado de luxo está em constante desenvolvimento e o Dani-Se sempre destaca o assunto na coluna Luxo e Gadgets por Milton Filho.
O Dani-Se entrevistou Marie Moock, que acaba de chegar de Paris depois de completar o MBA  dirigido ao luxo pelo Institut Supérieur de Marketing du Luxe (MBA spécialisé – Luxury Brand Marketing and International Management) para conhecer as raízes deste mercado..

Dani-Se – O que as marcas de luxo tem em comum?
M.M – Ao pensarmos no setor de luxo, logo o vinculamos as grandes maisons francesas que estão diretamente associadas à tradição, e esta por sua vez ao grande valor histórico. Marcas como, por exemplo, Chanel, Dior, Hermès, Yves Saint Laurent ou também Cartier e Mont Blanc possuem pontos em comum, sendo o maior deles a tradição histórica de cada marca.

Dani-Se
– Onde começou o interesse pelo luxo?
M.M – Louis XIV ou Rei Sol, como era conhecido, foi sem dúvida o precursor do desenvolvimento do setor e do mercado de luxo na França. No século XVII ele decidiu mudar a sede do reino Francês para Versalhes, dessa maneira seria mais fácil viver de sua maneira luxuosa, longe dos olhos da população. Sua vontade era tornar a França referência no setor de luxo, assim ele iniciou a alta costura (através dos vestidos que eram produzidos para sua esposa, a rainha Maria Teresa), os sapatos, os cabeleireiros (que criavam perucas enormes com acessórios e jóias), os chefes de cozinha (estes eram obrigados a apresentarem ao Rei a cada refeição 65 tipos de pratos diferentes), a art de la table (para os Franceses o momento da refeição sempre foi um ritual de união e propício para conversas e debates). Foi nessa mesma época que se consagrou na França a importância da etiqueta (relacionada a postura e comportamento).

Dani-Se – E o marketing de luxo, como surgiu?
M.M – As primeiras iniciativas também se devem ao Rei Sol.. Já naquela época, ele se preocupava em diferenciar as suas carruagens das demais através de um
símbolo real, é o que denominamos hoje de logomarca.
O logo da Hermés, por exemplo, é o mesmo utilizado nas carruagens
do grande Louis XIV.

Dani-Se – Então a tradição é o que faz uma marca ser considerada de luxo?

M.M – A tradição de uma marca, sem dúvida é um dos pilares mais sólidos para que ela tenha um grande valor dentro do mercado de luxo. Porém, a missão desafiante é sempre inovar sem perder as raízes. Vale a pena observar que hoje o turismo na França é um dos maiores do mundo e que cada vez mais o mercado de luxo Francês atrai turistas e empresários interessados em conhecer e investir nesse mercado, que no século XVII era considerado apenas uma futilidade. (28/01/09)

 Saiba mais…

Published in: on maio 11, 2009 at 12:00 am  Deixe um comentário  

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